Entre sonhos realizados, Marta lamenta desvalorização do futebol feminino

Por | 26 de dezembro de 2018 às 8:47

Alagoana Marta lamenta disparidade entre o futebol masculino e feminino
FOTO: REUTERS/PAULO WHITAKER

Lucro de Neymar na transferência para o PSG foi similar ao montante combinado de 1.693 jogadoras de ligas profissionais da Europa e América.

Seis troféus de melhor do mundo da Fifa, maior artilheira em copas do mundo feminina (15 gols), medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos (2007), prata nas Olimpíadas de Atenas e Pequim (2004-2008) e medalha de prata na Copa do Mundo (2007). Números da melhor jogadora de futebol de todos os tempos. A inconfundível alagoana Marta Vieira da Silva, ou, simplesmente, Marta. No entanto, nem tudo são flores na vida da campeã, que tem o futuro profissional futuro indefinido quando parar de jogar.

“Eu vivo bem. Não tenho do que reclamar. Porém,  no futebol feminino é muito pouco o que ganhamos comparado com o masculino”, desabafou Marta em entrevista à Folha de São Paulo. Realidade bastante comum entre os futebolistas de sexos opostos. Recentemente, a revista Forbes fez um comparativo usando como base a transferência de Neymar que saiu do Barcelona para o PSG.

Segundo o levantamento, a transferência garantiu ao craque brasileiro cerca de US$ 43,8 milhões na temporada de 2017-2018 apenas pelo contrato. Montante similar aos ganhos combinados de 1.693 jogadoras que fazem parte das ligas de futebol da França, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Suécia, Austrália e México. Disparidade total.
Marta posa ao lado do croata Luka Modric, após receber seu sexto troféu de melhor jogadora do mundo
FOTO: REUTERS / JOHN SIBLEY

Marta saiu de Dois Riachos, Sertão de Alagoas, e rapidamente ganhou o mundo com suas exibições fantásticas. Com a bola nos pés, difícil tirar a alagoana do eixo. Atualmente jogadora do Orlando Pride-EUA, ela assegura que o salário ganho não dá regalias, mas sim condições de sustento aos seus familiares ainda residentes no interior alagoano.

“Você sabe que a maioria dos grandes jogadores tiveram dificuldades financeiras, a família é enorme. E eu? Eu também. Não falta comida na mesa, não vivo mal, mas não tenho regalia. Se eu jogasse futebol masculino, não ia precisar trabalhar nunca mais. Se eu parar, vou precisar continuar fazendo alguma coisa”, criticou.

 

Marta comandou a Seleção no título da Copa América, realizada no Chile, que garantiu vaga na Copa do Mundo de 2019
FOTO: LUCAS FIGUEIREDO/CBF

 

Mesmo nesta indefinição quanto ao futuro, Marta garante que é uma privilegiada em ter ser consagrada no esporte que ama. “Meu sonho já aconteceu que era jogar futebol, ser profissional, chegar à seleção e viver do futebol. Agora, quero aproveitar as chances que surgirem. Em 2019, quero começar superbem para que isso possa se refletir no meu time e na seleção. Fazer um grande mundial e busca o título que já esteve tão próximo”.

No próximo ano, a Seleção Brasileira Feminina terá pela frente a Copa do Mundo, realizada na França, entre os dias 7 de junho e 7 de julho. Ao todo, 24 seleções entram em campo para decidir qual levanta a taça de campeão do mundo. O Brasil garantiu vaga ao ser campeã na Copa América do Chile, disputada em abril de 2018.

Fonte: Gazetaweb.com

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